
A manhã desta terça-feira (9) foi marcada por caos no Aeroporto Internacional Ueze Elias Zahran, em Campo Grande. Com a chuva constante, passageiros foram obrigados a embarcar a céu aberto, sem guarda-chuvas e caminhando pelas pistas molhadas.
A situação é realidade já conhecida pelos usuários dos serviços da Aena, concessionária que administra o aeroporto, já que o terminal não possui ‘fingers’ – as passarelas cobertas – para acesso direto às aeronaves.Leia maisObra promete passarela coberta, mas aeroporto ainda vive caos em dias de chuvaNesta terça, após encaminhar passageiros para o embarque, a operação foi suspensa porque um dos pneus do avião estava furado. As pessoas tiveram de retornar, gerando desorganização e ainda mais demora. O ônibus que deveria transportar os passageiros, e que teoricamente serviria para evitar a exposição ao mau tempo, estava inoperante.
Na última semana, diante de problema semelhante, a Aena disse à reportagem que o aeroporto está passando por obra de ampliação, que inclui a instalação de três pontes de embarque. Leia a nota anterior:“Para essa intervenção, algumas posições de estacionamento de aeronaves mais próximas ao terminal estão temporariamente indisponíveis, podendo ocasionar um deslocamento maior dos passageiros entre a aeronave e o terminal. A disponibilização de guarda-chuvas e proteções para uso no pátio durante o período de chuvas é de responsabilidade das companhias aéreas. A Aena pede a compreensão dos passageiros durante essa fase de obras, que são fundamentais para elevar os padrões de segurança operacional, garantir mais conforto aos usuários e impulsionar o crescimento da aviação em Campo Grande, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da região”, finalizou.A reportagem procurou novamente pela assessoria de comunicação da Aena e aguarda retorno.Obras prometem passarela coberta.
Uma família que chegou à capital sul-mato-grossense, nesta semana, relatou que assim que precisou descer do avião, uma forte chuva atingia a cidade. Como os fingers, passarelas que dão acessos da aeronave ao interior do aeroporto, ainda não estão prontos, foram obrigados a caminhar uma longa distância em meio ao temporal, chegando à sala de desembarque completamente molhados. Além disso, as malas também foram retiradas no meio da chuva e entregues encharcadas. O problema, segundo os passageiros, é que a obra tem causado muitos transtornos a quem chega ou sai da cidade. De acordo com a Aena Brasil, a construção só tem previsão de ser finalizada em junho de 2026. Até lá, os passageiros precisarão dividir espaço junto aos problemas que toda obra costuma causar.
Fonte: Portal Primeira Página
Foto: Divulgação
