13 de junho de 2026
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“Dedo na ferida”: Câmara abriu a caixa-preta do transporte da Capital, que caminha para intervenção

Durante anos, milhares de passageiros reclamaram de ônibus lotados, atrasos constantes, viagens canceladas e uma frota envelhecida. Em 2025, a Câmara Municipal decidiu colocar o tema no centro do debate público e abriu uma CPI para investigar o contrato do transporte coletivo de Campo Grande.

Neste ano de 2026, o trabalho realizado pelos vereadores ganha um novo capítulo. A comissão criada pela Prefeitura recomendou a intervenção no Consórcio Guaicurus após concluir que existem indícios de descumprimento contratual e falhas graves na prestação do serviço.
Os apontamentos feitos pelo Executivo vão de encontro ao relatório elaborado pelos vereador de Campo Grande, que detalharam diversos problemas identificados durante a CPI da Câmara. Entre eles estão descumprimento de horários, omissão de viagens, falta de renovação da frota e falhas operacionais que afetam diretamente a população.

Para o presidente da Câmara, vereador Papy, o momento confirma a importância da investigação realizada pela Casa.

“Estamos nos aproximando de uma intervenção que foi proposta pelo relatório final da CPI do Transporte Público. Esse desdobramento é fruto da coragem dos vereadores em abrir uma CPI no primeiro ano de Legislatura, de um assunto espinhoso e indigesto para os gestores. Colocamos o dedo na ferida na pauta do transporte”, disse Papy.

Relatora da comissão, a vereadora Ana Portela destacou que a recomendação de intervenção é consequência direta do trabalho técnico realizado pelos vereadores.

“A CPI foi um trabalho sério e resultou em um relatório que hoje dá toda a autoridade para a Prefeitura agir”, disse Ana Portela.

Ao longo dos trabalhos, a CPI realizou mais de 50 horas de depoimentos e produziu um relatório detalhado sobre o funcionamento do sistema de transporte coletivo da Capital. O documento apontou irregularidades, sugeriu providências e ajudou a ampliar a transparência sobre um dos contratos mais importantes da administração pública municipal.

Agora, a decisão está nas mãos da prefeita Adriane Lopes. Caso a recomendação seja acatada, Campo Grande poderá viver um dos momentos mais importantes da história recente do transporte coletivo, em um processo que teve início com as investigações conduzidas pela Câmara Municipal.

Fonte: Assessoria 

Foto: Izaías Medeiros

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