
A Justiça do Trabalho determinou em liminar que70% dos motoristas de ônibus em Campo Grande trabalhem durante a greve que ocorre nesta segunda-feira (15). A decisão, em medida de urgência, não proíbe a greve, mas determina regras para que os moradores não sejam prejudicados com a ausência do serviço essencial.
A decisão também estabelece multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento das determinações, valor que pode ser aplicado enquanto a ordem judicial não for respeitada. Além disso, foi marcada uma audiência de conciliação para o dia 16 de dezembro de 2025, às 15h45, no Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, com o objetivo de buscar um acordo entre trabalhadores e empresas.
A liminar tem efeito imediato e o sindicato dos trabalhadores foi notificado com urgência para cumprir a decisão. O despacho foi assinado neste domingo (14).
A reportagem entrou em contato com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STTCU), Demétrio Freitas, questionando sobre a liminar e aguarda retorno.
Consórcio alega crise financeira
Na última sexta-feira, o consórcio afirmou enfrentar uma grave crise financeira. Segundo a empresa, a situação é resultado da inadimplência do poder público nos repasses referentes ao Vale-Transporte, subsídios e outros componentes tarifários.
Ainda conforme o comunicado, a falta desses recursos compromete diretamente a manutenção do serviço e o cumprimento de obrigações trabalhistas, como o pagamento dos salários e do 13º.
O histórico recente mostra que tensões entre as partes não são novidade. Em 22 de outubro, motoristas atrasaram em cerca de 1h30 a saída dos ônibus das garagens em protesto pelo atraso no adiantamento salarial. Apesar de curta, a paralisação surpresa foi suficiente para gerar transtornos a passageiros que chegaram aos terminais sem encontrar ônibus disponíveis.
Fonte: Portal Primeira Página
Foto: Dyego Queiróz
