
O quarto dia de atendimento do PRIMT (Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho) nesta quinta-feira (22) foi marcado por longas filas e reclamações de moradores no bairro Moreninhas. Desde o meio-dia desta quarta-feira (21), pessoas já aguardavam atendimento no local. A previsão é de que apenas 60 fichas sejam distribuídas, número considerado insuficiente pela população.
Para garantir uma vaga, muitos moradores levaram cobertas, cadeiras e lanches, se preparando para passar a noite na fila. Ao todo, cerca de 90 pessoas já estavam aguardando atendimento neste quarto dia, número que supera a quantidade de fichas disponíveis.
Entre os que enfrentam a espera está Maria Vitória Braga, dona de casa e grávida, que está na fila para tentar uma vaga para o pai. Também aguardam atendimento Valdir Martins, mecânico desempregado; Rogério Teixeira Ramos, servente desempregado; e Evani Modesto de Souza, trabalhadora autônoma atualmente desempregada.
Além da longa espera, moradores reclamam da distribuição desigual das fichas entre os bairros. Segundo eles, em regiões menores, como o bairro Canguru, foram disponibilizadas cerca de 120 fichas, enquanto as Moreninhas, uma das áreas mais populosas da capital, contam com apenas 60 oportunidades.
A situação gerou questionamentos e pedidos de esclarecimento à prefeitura sobre os critérios adotados na distribuição das vagas.
Dados divulgados pela Funsat apontam que, no bairro Canguru, 253 pessoas já foram atendidas, com 147 inscritas no programa. No Aero Rancho, foram registrados 250 atendimentos, mas ainda não há informações sobre o número de inscritos. Já nas Moreninhas, a demanda segue alta, com pelo menos 90 pessoas na fila até o momento.
A expectativa dos moradores é de que o número de fichas seja ampliado e que haja uma distribuição mais justa, levando em conta o tamanho da população e a alta procura pelo programa nos bairros mais populosos.
Fonte: Portal Primeira Página
Foto: Giovana Dauzacker
