13 de junho de 2026
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Mais de 4 mil ataques de cães são atendidos em um ano em Campo Grande

Dados da Secretaria Municipal de Saúde revelam que os ataques de animais continuam sendo uma realidade preocupante em Campo Grande. Somente em 2025, foram registrados 5.501 atendimentos por ataques causados por cães e gatos na capital. Os dados foram levantados após o ataque sofrido por uma grávida nesta semana, no Jardim Noroeste.

De acordo com a Gerência de Controle de Zoonoses (GCZ), foram contabilizados no ano passado 4.178 atendimentos provocados por cães agressivos e 1.323 por gatos. A secretaria esclarece que os números não representam a totalidade dos casos ocorridos na cidade, já que entram na estatística apenas as situações em que as vítimas procuraram atendimento em unidades de saúde.

Animais recolhidos

Entre os animais envolvidos nos ataques registrados em 2025, 2.799 cães e 669 gatos eram passíveis de observação, totalizando 3.468 animais monitorados pela GCZ para vigilância da raiva. Além disso, 266 animais agressivos foram recolhidos das vias públicas no mesmo período, sendo 196 cães e 70 gatos.

Em 2024, o número foi semelhante, com 264 recolhimentos, o que indica um cenário persistente.

O tema voltou ao centro do debate após o ataque ocorrido na tarde de segunda-feira (19), quando uma mulher grávida foi atacada por um pitbull enquanto caminhava por uma via pública no Jardim Noroeste. O caso mobilizou equipes de segurança e saúde e terminou com a prisão da tutora do animal, uma mulher de 32 anos.

A Secretaria Municipal de Saúde destaca que a procura imediata por atendimento médico após qualquer ataque é fundamental, tanto para o cuidado da vítima quanto para o monitoramento sanitário do animal envolvido.

Em caso de ataque:

  • Lave o ferimento com água e sabão imediatamente;
  • Procure uma unidade de saúde o quanto antes;
  • Tente identificar o animal e o responsável, caso possível;
  • Mantenha o acompanhamento médico, especialmente se houver risco de transmissão da raiva.

Responsabilidade dos tutores

A Polícia Civil, se posicionou anteriormente à reportagem do Primeira Página, e esclareceu que em casos de ataques por animais domésticos, o primeiro passo é o registro de um boletim de ocorrência em qualquer unidade policial.

A partir disso, é iniciada uma investigação para apurar as circunstâncias do fato e verificar se houve dolo (intenção) ou culpa (negligência, imprudência ou imperícia) por parte do tutor do animal. São ouvidos a vítima, testemunhas e o próprio tutor, que deve apresentar sua versão e informações sobre o animal.

Quando há lesão corporal ou morte, é requisitado exame de corpo de delito para comprovar a materialidade do crime e a extensão dos ferimentos. Caso o local do ataque esteja preservado, a perícia pode ser feita também no ambiente, com coleta de vestígios como pelos, marcas de mordidas ou danos materiais.

A responsabilidade penal recai sobre o tutor ou detentor do animal, nunca sobre o animal em si. As penalidades variam conforme a gravidade do caso e a conduta do responsável. O animal pode ser apreendido por medida de segurança pública, para exames veterinários e avaliação de comportamento, ou ainda por descumprimento das normas de guarda responsável.

Em situações mais graves, com resultado morte, o tutor pode responder por homicídio, na maioria das vezes culposo, mas em casos raros pode ser responsabilizado por dolo eventual. Neste último caso, a pena é mais severa e a apuração também é feita por inquérito policial.

Grávida atacada e casos de 2025

Nesta semana, uma grávida foi atacada por um pitbull enquanto caminhava por uma via pública no Jardim Noroeste, em Campo Grande. O caso foi registrado na tarde de segunda-feira (19) e terminou na prisão da tutora do animal, de 32 anos.

A vítima foi surpreendida pelo cão, que estava solto na rua. Ela teve mordidas nas pernas e, após cair ao chão, foi atacada também na região do abdômen. Populares tentaram socorrê-la, mas o animal estava com comportamento agressivo, o que não permitia que os moradores se aproximassem.

Após moradores arremessarem objetos para afastar o cão, a tutora conseguiu contê-lo e levá-lo até a residência, onde o animal foi trancado no banheiro. No local, a mulher informou à polícia que o pitbull ficava solto no terreno, sem focinheira, cerca ou qualquer outro tipo de contenção, e que o ataque ocorreu após o animal se soltar.

Durante a apuração, testemunhas relataram que o cão já teria se envolvido em outros incidentes anteriores, o que gerava medo entre os vizinhos.

Em julho de 2025, um rapaz de 21 anos foi atacado por três cães da raça pitbull e foi socorrido em estado grave. No mês anterior, em junho, em Ponta Porã, um professor de artes marciais chegou a usar técnicas de muay thai para imobilizar dois cães da raça.

Fonte: Portal Primeira Página

Foto: Prefeitura de Campo Grande

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